domingo, 30 de novembro de 2008

Odisseia a Belém for Dummies… em 15 passos

Há coisas fora do prazo que ainda se comem muito bem - ou, belo trabalho do João Santos:
Inicio da viagem com música da Odisseia no Espaço (http://www.youtube.com/watch?v=3yM9tW-jjEA)

Com o som em background entra o voz off - Bem-vindo à aventura da tua vida! - no final da frase, um dos picos da música e depois a voz off novamente – Estimado, I think this is the beginning of a beautiful friendship!
(Mais música)
Voz-off - Escolheu a Odisseia a Belém for dummies em 15 passos. Vamos lá Cambada, todos à Molhada!
Voz-off - Passo um, sê uma Estrela e para isso nada melhor que a rua dos douradores de onde estás a arrancar e onde há 200 anos se vendiam arreios dourados para os cavalos e se abrilhantavam os metais. Cuidado não com os cavalos mas com os eléctricos e automóveis!
Voz-off – Passo dois, sente-te o rei neste enorme terreiro do paço onde agora estás (pausa) mas muita, muita atenção, não morras, pois há 100 anos foi aqui morto o penúltimo rei de Portugal e seu filho descendente ao trono para que se instaurasse a República.

Voz-off – Passo três, Cais do Sodré, é a única praça de Lisboa onde se pode tomar qualquer meio de transporte. Com excepção do avião, claro. Daqui já não partem caravelas para a Índia, como há cinco séculos, mas partem cacilheiros para a outra banda (texto que a Go-Car dizia e que saquei da net – gostei bastante e não lhe mexia um ponto)

Voz-off – Passo quatro, encosta à direita e toca a parar! Chegámos à praça da ribeira, sabias que foi construída no tempo de D. Afonso III e era um dos dois mercados centrais de hortaliças juntamente com a Praça da Figueira? Olha bem e encontra uma lojinha que ai está. Para quem tem frio, nada melhor que um cacau quente.

Voz-off – (dando à chave) Toca a arrancar! Já estamos no quinto passo, à tua direita encontra-se a 24 de Julho - zona histórica de discotecas onde a noite é uma criança. Passa por cá mais tarde, mas no meu irmão mais velho de quatro rodas, o táxi, que conduzir ébrio não é comigo!
Voz-off – vira à direita, e tens de frente o Hospital Egas Moniz o teu sexto passo, muito bem. Este hospital tem o nome do único médico português que recebeu um Nobel por causa da invenção daquela coisa tão prática chamada lobotomia.

Voz-off – vira à esquerda nos sinais, e já à frente vais encontrar o sétimo passo e a casa do nosso presidente da república, o Palácio de Belém. À porta devem estar dois senhores muito quietos, diz-lhes adeus pois são os guardas de serviço que estão aí 24 horas por dia 365 dias por ano.

Voz-off – prepara-te para encostar á direita e quando vires uma placa a dizer pastéis de Belém páraaaaa!!! São o oitavo passo e a oitava maravilha do Mundo! Tens que provar um, pois se o não fizeres é como ires a Pamplona e não fugires à frente dos touros.

Voz-off – a barriguinha está melhor? Vamos lá em frente, mas sempre em frente, pois apesar do monumento à direita ser o histórico Mosteiro dos Jerónimos onde estão o túmulo do célebre Luís de Camões e do descobridor navegante Vasco da Gama e o atropelar de turistas poder parecer divertido é proibido circular na estrada em frente. É o teu nono passo. No Mosteiro dos Jerónimos funciona também o museu de arqueologia onde podes ver múmias a sério e ainda o museu do mar, onde encontras artefactos sem igual. Prepara-te para virar á esquerda no edifício giro que te aparece depois do jardim. Ainda antes te digo que podes ir ao céu aqui, pois à tua direita tens o planetário!

Voz-off – à tua direita tens agora a obra-prima do Centro Cultural de Belém, o teu décimo passo e onde a colecção do Joe Berardo pode ser visitada e a música e os espectáculos culturais são uma constante. La Palice não diria melhor! Vira à esquerda e novamente à esquerda e agora à direita. Para te orientares melhor, direito aos pastéis de nata novamente! Se tiveres tempo, pára para mais uma dose. Se não, segue em frente e vira à tua terceira à direita para os semáforos. Aqui vira à esquerda.

Voz-off – nada de acelerar, pois já de frente está a Ponte 25 de Abril que te leva para as belas praias da costa da caparica, e é o teu 11º passo. Diz o mito urbano que nas suas fundações ficaram uns poucos portugueses que suportam hoje a passagem de tantos outros.

Voz-off – à tua direita está o 12º passo, não estás a ver, olha bem mas cuidado com a estrada, é isso mesmo a linha do comboio que te leva até à 'terra dos ricos', nem mais, Cascais!
Voz-off – estamos quase no fim, mas nada melhor que mais um lugar para ires com o meu irmão de quatro rodas. À tua direita está o 13º passo, as Docas - onde a malta gira pára à noite para curtir a night! À semelhança da 24 de Julho, a diversão aqui é também garantida!

Voz-off – estás a conhecer olhá à Praça da Ribeira, olhá o cais do sodré, encosta-te à fila da esquerda que tens depois que entrar á esquerda no terreiro do paço para me levares a casa. Cheira-te a alguma coisa, cheira bem, cheira a Lisboa! É verdade... à tua direita está o Cais das Colunas, miradouro que te deixa ver o Tejo, Almada e Cacilhas e é o teu 14º passo.

Voz-off – toca a andar e prepara-te para uma entrada à Indiana Jones, pois o teu 15º passo é no fim da rua da prata, esta bela rua cheia de lojas de ouro e prata, tens que virar logo à direita nos semáforos, galgar o passeio e entrar na primeira rua à direita, a tua e a minha rua, a rua das estrelas, a rua dos douradores!

(começa a tocar um grande, grande amor de José cid - http://www.youtube.com/watch?v=Qed6htfatKQ) e na chegada o voz-off diz: muito obrigado! Adiu, Adieu, Auf wieder sehen, goodbye!

Para os momentos de pausa entre os passos:
(zonas movimentadas) voz-off – Olá Jeitosa, dás-me o teu número de telefone? / sou muita gira não sou? / (a cantar) quando quero ver aquele amor meu, pego na Go Car e lá vou eu! (loop 2X)
(em qualquer lado de pouco movimento) voz-off – aiiiiiii, tenho um pneu no chão!
(na 24 de Julho no retorno) voz-off – o que é que é amarelo por fora e leva pessoas dentro em Lisboa? (pausa) os eléctricos tradicionais de Lisboa!
(na 24 de Julho) – olhó buraco!!!!! Olha à tampa de esgoto!!!! Ui, estava a ver que falhavas.

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